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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Para motivar o trabalho!

Sempre tem uns filmes repetidos que deixo na minha lista do Netflix para assistir em momentos à toa. E essa semana acabei assistindo um filme que caiu como uma luva para o momento que estou passando. Comecei em um trabalho novo e por ser nova, ainda não tem aquelas toneladas de trabalho ou responsabilidades, o que logo me desmotivou, já que curto muito um hard work.

O filme é o Uma Manhã Gloriosa, sobre a Becky, uma produtora de tv que está na espera da promoção dos sonhos e ao invés disso, é demitida. Ao conseguir um trabalho novo, nada dos sonhos, na verdade é um programa de tv quase falido e sem audiência. Enfim, a Becky acaba tendo que escolher em continuar como o programa sempre foi, na mesmice, ou aceitar o desafio e inovar!


Claro que a minha situação não é exatamente essa. Mas me deu uma forcinha pra aceitar o desafio!

FORÇA! 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O que fazer em Amsterdã?

O nome dessa postagem não é retórico! Fui para Amsterdã passar 4 dias e chegando lá, não tinha pesquisado NADA para fazer. Então não posso ajudar muito os viajantes de plantão, a não ser com algumas informações.

Fiquei no Stayokay Vondelpark. É um hostel de preço médio/alto. Paguei em torno de 35 euros a noite, mas depende do dia da semana. Ele fica de frente de um dos portões do Vondelpark, perto de lojas como Longchamp e Chanel e pertinho do Museumplein, onde tem o famoso letreiro Iamsterdam e o Van Gogh Museum. Além disso dá para ir até o Red Light District a pé, que dá uns 15, 20 minutos de caminhada. Lá dá para alugar bicicletas e andar no parque ou na rua mesmo. Isso se você não pegar um frio de 3 graus ou tiver coragem de pegar o ventinho gelado no rosto.

Esse é o hostel. Não é lindo?

O hostel tem wi-fi que pega ok no quarto, mas pega melhor mesmo nas áreas comuns. Tem café da manhã com pães, ovos, ceral, leite, iogurte e uma máquina de café, capuccino ótima, além de muito chá. O café da manhã do hostel novamente me salvou, porque eu só voltava a comer a noite. Pra que almoçar? Fiquei em um quarto com 14 pessoas, sendo que tinham dois chuveiros e dois banheiros, separados ainda da pia. Ao lado de cada belique tinha um armário para colocar cadeado para suas coisas. O que fez falta foi uma tomada na cama, já que para carregar o celular tinha que deixar em cima da pia ou em outro lugar mais longe. Ah! E me falaram, não sei se é verdade ou muita coincidência, que eles tendem a colocar as mesmas nacionalidades no mesmo quarto. E realmente, no meu quarto tinha muito brasileiro. O que no começo não gostei mas foi ótimo ter gente como a gente quando estamos longe né? Ficamos amigos e saímos até! Já no dia que eu fui embora, a última brasileira do quarto, só tinha japa lá!

No primeiro dia fui na Kalverstraat, que é uma rua super comercial com muitas lojas como H&M (umas duas só naquela rua na verdade), Nike, Adidas, Marks & Spencer... Aproveitei para me agasalhar, pois era começo de outono mas estava entre 3 e 7 graus.


Aí na Kalverstraat tem um shopping, o Kalvertorren. Recomendo muito ir no restaurante no último andar, o Blue Amsterdam. É mais ou menos no 5o. andar pelo que me lembro. Não é muito alto mas em uma cidade antiga como Amsterdã, sem muitos prédios altos, tem uma vista incrível!

Não tenho a melhor das fotos porque eu estava sozinha e não quis parecer caipira hahaha
Aí comi croquetes, que tem em todo buraco de Amsterdã... com molho de mostarda! O croquete é um pouco diferente do nosso, já que pra começar ele é redondo! E o recheio é um creminho com carne ao invés de só carne. Mas é bem gostoso!

Fui no Madame Tussauds pela primeira vez! E realmente as estátuas/bonecos/personagens/não sei como chamar são impressionantes! Tão realistas que eu ficava esperando sair andando, me dar um susto, falar comigo... Meu único arrependimento foi ter ido sozinha. Me senti pouco à vontade para tirar foto com todos. Além de que tem umas atrações interativas como passarela da Kate Moss, jogo de lógica do Einstein, tinha um de foto que não lembro de qual era...

À noite fui no The Bulldog. Não tenho fotos porque não achei muito de bom tom tirar fotos de pessoas fumando, mas é um clima interessante. Tem um cardápio de maconha e haxixe para escolher, em torno de 8 euros a grama se não me engano. Tem a opção bolado, que é um pouco mais caro e vem quatro baseados. O Bulldog é o único (que eu achei) coffeshop que vende cerveja! E também você pode levar sua própria maconha. Por isso ficamos mais lá, mas é um lugar bem de turista! Antes fomos em um outro também, o Easy Times, mas para entrar nele, é necessário comprar um grama de algum produto deles.

No dia seguinte fui no Van Gogh Museum. A primeira dica é comprar o ingresso online ou no hostel se possível, para não pegar fila. O passeio é longo, então reserva uma tarde para isso. Levei em torno de 3 horas lá dentro e olha que nem sou meeeega fã de museu. E por isso mesmo, não voltaria! Mas a gift shop de lá é muito boa! Queria comprar tudo! Mas é cara também, então controla o dinheirinho! Saindo de lá aproveitei para ir no Iamsterdam que é do ladinho e tomar um chopp com uma amiga que fiz no hostel.

No Cobra Cafe

Não fui na Casa de Anne Frank, apesar de ser uma das atrações que mais queria, existe uma fila diária lá de 2 a mais horas! Acabei pulando...

Quando escolhi Amsterdã, foi meio por conveniência, tinha passagens de lá para São Paulo com preços bons... Por que não? O clima da cidade me encantou. Muita gente andando de bicicleta, respeitando o trânsito. Além de ter maconha legalizada, raramente encontrava gente fumando nas ruas. Para uma cidade "que pode tudo", tem pouca gente abusando dessa liberdade. Inclusive sexo no parque, não vi nem um casalzinho! Vale conhecer, ver os canais, teatros e se impressionar em como os trams não atropela ninguém! A cidade só peca no frio...


domingo, 13 de dezembro de 2015

Guia definitivo de quem vai estudar em Malta (parte 2 de 2)

Antes que eu me esqueça, Malta não é só praia, como no post passado! Principalmente em dias frios.

A história de Malta vai pra lá de 3.000 anos a.C.! Junto com a história a arquitetura antiga preservada na cidade é extensa! Muitos prédios antigos são abertos ao público em forma de museus, bibliotecas...

Em Valletta tem muito para conhecer em tão poucos quilômetros quadrados.


Sempre muito movimentada, a cidade é a capital de Malta. Nasceu ao final de uma guerra entre os Cavaleiros da Ordem de St. John e os Turcos Otomanos. Após a retirada dos Otomanos, os Cavaleiros começaram a se fixar na cidade. Assim, construíram o Forte de St. Elmo, que hoje é aberto ao público como Museu de Guerra. Malta está localizada entre a Itália, Grécia e África e foi parte de muitas guerras (todo mundo queria um pedacinho de Malta, aí o Napoleão desistiu e a Inglaterra acabou ficando, então o museu tem muito pra contar).

A cruz da Ordem dos Cavaleiros de St. John que é a marca da da cidade




E tudo isso foi construído lá quando o Brasil estava sendo colonizado! Só que a minha expectativa não condisse com a realidade. Ao visitar o Forte, imaginava um pouco mais de ruínas e partes originais da construção. Chegando lá, tudo muito moderno, pisos foram trocados, portas retiradas... o que achei triste. Conversei com a minha professora sobre isso e ela (que não é maltesa, na verdade ela se mudou pra lá há alguns anos) disse que o governo maltês estava numa fase que não se importava muito em manter o interior das construções antigas e estavam modernizando tudo mesmo. Já quando conheci um maltês de verdade, ele me disse que Valletta era horrível há uns anos atrás. Não existia muito investimento na cidade e estava tudo destruído, por isso as restaurações foram mais do que necessárias e o que eu vi, que era moderno, era porque não tinha como salvar mesmo! Se o lugar não tinha mais uma porta, era porque a porta tinha sido destruída há muito tempo. Que pena né?
Outra curiosidade sobre Valletta: como os cavaleiros foram se instalando por lá, consequentemente seus subordinados também. Então enquanto eles moravam em casas, castelos maravilhosos, outras casinhas da cidade eram alugadas para seus subordinados e família a um valor simbólico, que hoje é em torno de 50 centavos de euro POR ANO. Só que olha só que bacana, Malta tem uma lei que enquanto morar um herdeiro do locatário, o aluguel não pode subir! Então até hoje existem MUUUUITAS casas em Malta que são alugadas a singelos valores porque antes da pessoa morrer, vai um filho, um neto, o papagaio morar com ela para não perder a casa!! Só que isso também acaba em casas sem investimentos por fora, estéticos, somente por dentro (porque casas de 500 anos atrás precisam de um pouco de modernidade, né?).

Essa sacadinha de madeira é tradicional de Malta.

Em Valletta tem um pass para museus que custa em torno de 25 euros e dá direito a entrada em todos da cidade por 30 dias. Senão, cada museu sai por 10 euros.

Aí tem Mdina. Era a capital de Malta antes de 1570. A cidade é inteira amuralhada e um pouco mais distante de tudo. Mas é linda! Para começar, não tem carros e tem casas lindas! Encanta os olhos! Boatos que Angelina Jolie e Brad Pitt tem casa lá... hahaha Vai saber!

O portal de Mdina é bem conhecido, por ter sido usado em Game Of Thrones.

E lá tem um bolo de chocolate tradicional e com gostinho de felicidade, no Fontanela.

Prometo que vale cada caloria.
E olha a vista enquanto come o bolo!

Lá as ruas são estreitinhas... E eu fiquei tanto olhar para dentro das casas mas não consegui.
 E são as casas mais simpáticas de Malta!

E essa imagem peguei no google mesmo. Tem melhores mas essa é a mais realista da visão que temos quando estamos chegando em Mdina.


E no caminho, se estiver com tempo, para no Crafts Village. Lá tem lojas de vidro, prata com os melhores preços pois são fabricados diretamente lá. Aliás, Mario da loja de prata mora no meu coração!

A culinária de Malta foi a única coisa que me deixou mais a desejar. Por ser uma ilha, imaginei camarão, lagosta, peixes... Mas a realidade é que pouquíssimos restaurantes serviam frutos do mar. A maioria tem a combinação deliciosa e enjoativa de MASSA, RISOTO E PIZZA. Comi pratos deliciosos, não posso reclamar. Mas como boa brasileira, senti falta de uma carne ou pelo menos de uma variedade. Mas aqui meus experimentos:

Pastizzi
É um folhado cheio de gordura e amor, tradicional de Malta. O mais tradicional mesmo pelo que eu entendi é de ervilha. É uma pasta de ervilha cheeeeeio de tempero, muito gostoso e custa 30 centavos!


Salada de queijo de cabra e parma
Fui almoçar em Sliema no Haze Cafe no meu primeiro fim de semana e comi essa salada deliciosa! Estava muito calor então caiu como uma luva. O queijo é embrulhadinho no parma e esquentado. Na salada tinha alface, rúcula, tomate, azeitona, pimentão, cebola caramelizada, cenoura e algo tipo talo de erva doce.



Massa com camarão e salmão
O prato mais sem graça da vida. Molho insosso e não achei o camarão e nem o salmão. :( Esse prato foi em um restaurante em Valletta, mas não lembro o nome!


Os coitados dos coelhos
Essa foto não é bem um prato, mas é bem tradicional comer carne de coelho. Isso tem em muito restaurante! Não tive coragem de comer... Mas olha essas bundinhas!!! Que dózinha...


Só faltou foto de pizza, que eu sempre estava com muita fome pra tirar foto antes. Mas fui no Ir-Rokna, a pizzaria mais antiga de Malta e comi uma pizza de queijo, mel e nozes. DOS DEUSES!

E prato típico em casa: macarrão com queijo de saquinho, só jogar tudo na panela! Custa em tono de 2 euros e é super gostoso!


sábado, 24 de outubro de 2015

Guia definitivo de quem vai estudar em Malta (parte 1 de 2)

Pronto, voltei de viagem, descansei, desfiz as malas e agora posso postar isso com propriedade. Estudei em Malta e acho que agora consigo dar as dicas necessárias que eu gostaria de ter tido quando fui.

Informações úteis
Triq = rua em maltês

Valor do ônibus: 2 euros mas você pode fazer o Tallinja Card em Valletta e comprar 12 passagens por 15 euros (ou algo assim).

Chip da Vodafone: as escolas dão no primeiro dia de aula, o ideal é o plano de 25 euros por 10gb. Duram 30 dias (no meu caso 15 porque gastei tudo em Snapchat).

Vacina da febre amarela: necessária para entrar no país. Tome a vacina pelo menos 15 dias antes da viagem e não esqueça de tirar a carteirinha internacional de vacina.

Quanto levar: em torno de 200 euros por semana, para viver bem e com sobras para comer fora. Passei com 150 por semana mais ou menos. Teve gente que gastou menos de 100 por semana. Tudo é possível já que o mercado lá não é caro e nem as baladas. O que pesa mais são os passeios e restaurantes. E shopping se você for do tipo gastadeiro.

Onde ficar: o lugar MAIS BADALADO DE TODOS é St. Julians, sem dúvidas. Lá tem os bares e baladas. Se quiser um pouco mais de tranquilidade, Swieqi é ótimo e dá pra ir andando para St. Julians a noite e com segurança. Agora quem vai turistar, recomendo Sliema, que também é perto de St. Julians mas é uma cidade mais nova, com lojas, shopping, restaurantes e ainda as ferries para sair pros passeios.

A agência
Fechei com a primeira agência que cotei. Primeiro por causa da pressa, queria ir o quanto antes. A Estudar no Exterior me ajudou muito durante a venda. O pós-venda deixou a desejar. Para uma pessoa que deveria me ajudar antes de ir para Malta e que "já tinha passado por lá algumas vezes", esperava mais. Mas chegando em Malta percebi que a maioria das agências cometem os mesmos erros, aparentemente por falta de conhecimento, vivência mesmo.
Pra mim a primeira falha foi eu não ter sido avisada da vacina da febre amarela. Por sorte pesquisei muuuuito nas semanas que antecederam a viagem e descobri por conta própria. A segunda falha foi a acomodação. A escola oferece uns seis tipos diferentes de acomodação, mas a agência não sabia explicar direito qual era a diferença entre eles. Por sorte, fiquei em uma das melhores! Mas o mais importante sobre Malta. A primeira língua lá é maltês e a segunda língua inglês. Ou seja, lá todo mundo sabe falar inglês, mas não significa que falem. E o inglês deles não é bom. Para quem já tem inglês avançado, não recomendo. Ameeeei a viagem, mas se o seu principal propósito é melhorar o seu inglês, corra!

A escola
As escolas em Malta são divididas em budget, smart e premium, sendo obviamente do "pior" pro melhor. Estudei na Clubclass que é uma escola budget. Já sabia disso quando fui (fiquei sabendo por outra agência na verdade... E não pela qual eu fui), mas uma amiga minha me indicou muito ela, pelos motivos errados. Errados que eu digo é, na Clubclass os alunos moram na própria escola, tem piscina na acomodação e churrascos semanais. Se você quer festa, agitação 24 horas, SUPER INDICO! Era exatamente o que eu procurava! Não queria saber se a escola ia me oferecer cursos extras a tarde. À tarde eu queria estar bem longe, na praia!
No primeiro dia de aula tem o level test, comum entre todas as escolas. Assim somos divididos em Low Beginner, Beginner, Elementary, Pre-Intermediate, Intermediate, Upper e Advanced. Caso você esteja em uma turma que você acredita não condizer com os seus conhecimentos, é possível conversar com o professor e mudar de turma a partir de uma prova que pode ser aplicada a qualquer momento.
O pessoal que trabalha na escola é bem solícito, mas além de tudo, eles são demais. Organizam eventos e passeios, assim até as pessoas mais tímidas acabam conhecendo gente. E toda segunda tem uma Welcome Party. Mas logo falo mais dela.
Entre os alunos, turcos e colombianos reinam a escola! Mas também conheci italianos, alemães, russos, suíços. Malta em geral recebe muito europeu. Já brasileiros tem em todo lugar, acho que tinha uma quantidade razoável de brasileiros na escola, pelo que vi não muito diferente das outras escolas lá.
A localização da escola é em uma cidade bem residencial, em Swieqi. Chamar de cidade é até engraçado, porque fica a 1,5km da praia de St. Julian's (que é outra cidade), 1,2km de Paceville onde tem as baladas, 4km de Sliema (outra cidade ainda), 1km de Pembroke... Ou seja, quem tiver um pouco de vergonha na cara, acaba andando muito! Andava uma média de 10km por dia lá em Malta! É tudo perto demais pra pensar em usar transporte público. A não ser que a ideia seja ir em praias diferentes... Aííí... É LONGE!
Não peguei o meu certificado. Será que a minha amiga se importa se eu usar o dela no blog?
Paceville (leia-se Pativil)
Bom, se formos em ordem cronológica, antes de ver praia com certeza você vai ver Paceville. Acho que lá tem uma concentração de turistas maior do que qualquer praia! A Welcome Party de todas as escolas acontecem lá de segunda. Mas rola balada TODOS OS DIAS DA SEMANA. Trata-se basicamente de uma rua (ou um conjuntinho de ruas) em St. Julian's com uma balada seguida da outra. Cada escola acaba se reunindo em uma balada diferente. Por exemplo, a ESE vai muito na Native. A Clubclass na Qube - The Vodka Bar.
Ao andar na rua, os bares tem tipo promoters distribuindo vouchers de Free Drinks ou Buy 1 Get 1. Sério, a maior recomendação é fazer coleção disso. Esses papeizinhos foram meus melhores amigos. Tinha dia que gastava 10 euros, outros 5 e dias que nenhum e chegava bêbada em casa! Não é um sonho?
Se possível, saia um pouquinho de Paceville também e vai em St. Julian's no Jools, um bar de reggae com o melhor mojito de Malta! Ou no Beduin que fica dentro do Dragonara (hotel e casino), para dias mais chiques. Tem também muito bar de karaokê na Triq Ross e dois bares que o combo vodka, soft drink e gelo sai preço de mercado. Bom pra fazer esquenta porque lá acaba cedo. Ah! E festas no Café del Mar se possível!

Praias
Com certeza o ponto alto de estudar em Malta não é só a vida noturna barata. São as praias!
As mais bonitas são mais longe e às vezes vale mais a pena ir de fim de semana lá.
Comino é uma ilha muito famosa pela Blue Lagoon, um mar azul piscina. Fui no meu primeiro fim de semana por um passeio organizado por um amigo. Alugamos uma van para pegar a gente na escola, que nos deixou no porto de Buggibba. De lá pegamos um barquinho privado que nos levou até Comino. É um pouco mais de uma hora de viagem, preparem os estômagos! Chegando lá, paramos em uma parte onde eu já estava alucinada pela cor da água. 
Ficamos lá por uma hora mais ou menos, nadamos... E fomos para mais perto da Blue Lagoon. Como nosso barco era pequeno, não pudemos atracar, então ficamos lá nadando, voltávamos pro barco para tomar uma água, uma cervejinha... E voltávamos pra água. E parece chato? E quando o mar é assim:
Não conseguia ficar fora desse mar! Tem uma profundidade de 5 metros mais ou menos, mas dá pra enxergar tudinho lá de baixo! É surreal!!!! E não tem peixinhos, pra minha alegria.
Na volta, fomos passando por várias cavernas que tem na ilha.
Também entramos na água, ficamos lá um tempinho descansando fora do sol (que estava fortíssimo) antes de ir embora.
Pagamos 25 euros cada nesse passeio. Na hora ouvi muita gente reclamando que era caro, que em Sliema era 15 euros. Mas valeu a pena, pois o passeio de 15 euros não passa nas cavernas, o barco atraca e você tem que ficar amontoado na pedra porque não tem praia de verdade e ainda pagar 5 euros pela cadeira... Sabe quando o barato sai caro?

Outra praia muito boa é a Riviera Bay. E além de boa é um MEGA EXERCÍCIO!
O acesso da praia é por essa escadinha.
O bom é que pra descer todo santo ajuda. Aí você nada, toma sol, cansa e ainda tem essa escada para encarar. Mas vale a pena, porque na ilha de Malta é umas das melhores praias!

Outro programa bom que é mais ou menos praia é Café Del Mar. É um beach club que oferece as melhores festas no verão. E a piscina é liberada para nadar pela pechincha de 10 euros durante o dia. Mas assim que acaba o verão, é DE GRAÇA!
A vista é linda, a piscina infinita demais e acaba virando a foto de perfil de todos em Malta.

A praia de Sliema não é das mais legais mas tem a melhor vista. Ótima para um sunset.
Quem não quer um pôr-do-sol com a vista pra Valletta? E depois você pode dar um pulinho no The Point Mall comer um Cinnabon.
Prometo que vai ser a melhor coisa que você vai comer!!! E custa uns 3 euros só, e tem o tamanho da sua cara!

Não tive tempo de ir para Gozo, mas peguei umas dicas com minhas amigas que ficaram mais tempo que eu: é lindo mas grande demais pra conhecer em um dia. Se possível, alugue um carro para não ficar a mercê do passeio fechado.

Bom, depois eu volto para falar mais pois ainda tem Vallletta, Mdina e outras dicas que queria deixar aqui. Espero que esse guia já ajude!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Bonjour, merci, pardón - Dois dias em Paris

Esse é a quarta vez que eu tento escrever esse post mas o aplicativo do Blogger fica me trollando! Quem sabe esse vai.

Bom, nem preciso explicar que dois em Paris foi mega puxado. Vou contar um pouquinho da minha experiência.

Viajar com a TAP
Através de uma agência de viagens, comprei todas as minhas passagens via TAP, até porque assim consegui que os voos locais eu carregasse duas malas de 32kg ao invés de uma de 20kg. Mas no final, viajei com uma mala de 25kg e uma bolsa de mão pra conseguir me locomover mais fácil. 
O voo saiu de Guarulhos e pela primeira vez consegui pegar saída de emergência! Assim, dei um descanso pras pernas. A parte ruim é que o avião não tinha programação on demand como tinham me falado e a minha tv não parava em pé, a parte que travava ela estava quebrada. A tv do assento do lado estava quebrada e a comissária de bordo deu de ombros quando o passageiro reclamou, até ele sugerir mudar de poltrona e ela permitir (por que raios ela não ofereceu?).
Assim que decolamos o serviço de bordo começou servindo o jantar.
Podíamos escolher entre carne ou peixe. Estava gostosinho até, apesar de eu achar esse purê de batata bem suspeito.
O café da manhã tinha uns pães meio duros, mas me sustentou bastante já que fiquei um tempão sem comer depois.
Fiz escala em Porto, passei pela imigração por lá, mas coisa rápida. O aeroporto era pequeno então não tinha muito o que fazer no meio tempo. Embarquei para Paris depois e solicitei sentar na janela, com esperança de ter uma vista privilegiada, mas não. 

St. Christopher's Inn
Cheguei no aeroporto de Paris e peguei o trem Orlyval até a estação Antony, de lá peguei o RER B para a Gare du Nord. A estação Gare du Nord é ridiculamente grande. É de lá que saem os trens para toda a Europa, por isso é muito fácil se perder. Fui seguindo as placas para a Rue Dunkerque e consegui chegar do lado de fora! De lá era só virar à esquerda que já dava pra ver o hostel. Carreguei a mala comigo e apesar de grande, coube na gaiola embaixo da beliche. Paguei em torno de 30 euros pela noite, preço mais do que justo, ainda mais porque tinha café da manhã e toalhas inclusas. O Wi-Fi era bom, pegava tranquilamente nos quartos. 
Essa era a visão do último andar. O único que não era coberto.
O café da manhã: cereal de chocolate, pão, queijo e manteiga
O único problema do hostel é a localização. Digo isso por mim, que estava viajando totalmente sozinha. Como vi em algum lugar, festa estranha com gente esquisita. Pra ter uma ideia, fui até seguida por três caras na Gare du Nord.
O hostel tem um bar anexo chamado Belushi's. A noite fui lá com dois caras que conheci no meu quarto para tomarmos uma cerveja. Mas o susto! A pint custava 7 euros cada! E a long neck de Heinecken também! Mas é ótimo pra conhecer gente nova.

Conhecendo Paris
Larguei minhas coisas no hostel e já corri pro metrô. O metrô de Paris é muito fácil de usar, já que vai pra todos os lados possíveis e se encontram em muitas estações, então é fácil baldear. O ticket custa 1,80 e dá pra comprar no cartão, em uma máquina tipo caixa eletrônico. 
Primeiro, fui ao Arco do Triunfo.

Me impressionei com o tamanho daquilo. Na minha cabeça seria muito menor. Por causa do tempo apertado, decidi não subir. É incrível também como as pessoas conseguem dirigir naquela rotatória sem colidir... 
Depois fui descendo a Champs Elisee, e como uma boa brasileira, vi uma fila e decidi entrar também, porque só podia ser coisa boa. No final, era um sorvete gigante, que eu levei mais de uma hora pra tomar. Pedi de pistache e chocolate belga, o maior que tinha. Isso custou em torno de 6 euros, por isso depois disso não comi mais haha afinal, converte 6 euros aí pra ver se não dá uma refeição!
Não é perspectiva, o sorvete realmente tinha esse tamanho.
O lugar que eu comprei o sorvete

A Champs Elisee é cheia de lojas lindas e grandes. Mas também é cheia de japa e filas, pois quando uma loja está muito cheia, eles fecham as portas para atender bem todo mundo que está lá dentro. Diferente né? 

Dei uma passadinha na Sephora, mas é lotada de gente! Deu até uma preguicinha, mas acabei comprando umas coisinhas que achei mais barato. O vendedor quando viu que eu era do Brasil ficou super animado e até arriscou um "boa tarde". Comprei bolsas da Long Champ. Não sabia que elas eram tão famosas, mas na França todo mundo usa! Passei na H&M, Disney Store... Passei em uma loja de chá chamada Kusmi. 
Eu não conhecia mas deve ser muito famosa, pois tem até uma coleção de latas de chá com design assinado pelo Jean Paul Gautier. Acabei não comprando nada e me arrependo até agora, porque o chá era uma delicia! 

Tentei ver um pouco de tudo, mas quando me dei conta, já estava escurecendo e eu ainda queria ver a Torrei Eiffel. Fui de metrô mesmo pra lá (queria ter ido a pé) e desco na estação Trocadero. Subindo as escadas da estação, amor à primeira vista! Ela já estava ali linda e acesa pra mim! 
Como vocês podem ver, ela é bem concorrida! Mas achei depois um cantinho na grama pra mim, sentei lá e aproveitei pra descansar!

No segundo dia, acordei e já corri pra rua de novo, tentando vencer o sono e a preguiça, porque devo ter dormido por umas 3 horas só. O tempo não estava dos melhores, na verdade chovia um pouco... Mas precisava manter meu roteiro senão não teria tempo. Fui pro Moulin Rouge. É legal ver o lugar, mesmo não entrando. Afinal, faz parte da cidade tão sonhada. 

Mas não tem muito o que fazer por lá, então vi e já voltei pro metrô. Fui até a Sacre Coeur. Poderia ter feito isso a pé, mas chovia muito. 
Chegando lá a chuva apertou. Não consegui nem subir as escadas e ainda tive que comprar um guarda-chuva. Parei em um restaurante na frente e pedi um Croque monsieur e uma água.
Esse era legítimo, mas no Brasil já comi mais caprichado. Haha
E enquanto comia, fiquei esperando a chuva passar com uma vista linda 
E é sério. A chuva estava bem chata. Mais chata ainda pra esse cara que pegou a última mesa disponível no restaurante
Pra subir a rua para a Sacre Coeur, tem bastante loja de souvenirs... São inclusive as mais baratas que achei, mas ainda assim, não consegui comprar muita coisa. Uma camiseta era 12 euros. Tá, agora converte. O preço do euro tá matando minha viagem!
De lá fui pro Louvre. A estação da Rue Rivoli está em reforma até novembro, então acabei descendo no Le Carousel do Louvre, ou seja, lá dentro. Gente pra todos os lados, mas fui procurando Sortie (saída) e seguindo. Tem muita loja e essa parte parece um shopping mesmo. E de repente onde estou:
Consegui sair, mas foi um pequeno arrependimento. A chuva apertou, estava ventando muito e até o meu guarda-chuva novinho entortou pra cima. Essa acabou sendo a minha melhor foto
Depois dessa larguei mão. Não tinha mais como continuar meu turistão. Voltei pro hostel pra pegar a minha mala e partiu aeroporto, afinal, foi só o começo da viagem. 



Alô Malta!